O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
publicou no sábado (1º.mar.2025) uma montagem do ministro do STF (Supremo
Tribunal Federal) Alexandre de Moraes caracterizado como o rei Luís XIV, que
governou a França entre os séculos 17 e 18. Na legenda da postagem no X
(ex-Twitter), escreveu, em francês, a frase L’État c’est moi (“O Estado
sou eu”, na tradução para o português), atribuída ao monarca e que faz
referência à crença de que o poder real era designado por Deus.
A publicação de Bolsonaro está relacionada ao
pedido de Alexandre de Moraes à PGR (Procuradoria-Geral da República) para
analisar e emitir parecer sobre a apreensão do passaporte do deputado.
Segundo o Estadão, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o deputado
Rogério Correia (PT-MG) solicitaram a investigação criminal de Eduardo
Bolsonaro por supostamente promover reações contra o STF junto a políticos
norte-americanos. Também pediram a apreensão do seu passaporte para interromper
as “condutas ilícitas em curso”. Os parlamentares afirmaram que Alexandre de
Moraes já despachou o caso, solicitando parecer da PGR.
Segundo Lindbergh, Eduardo articulou com congressistas dos EUA a aprovação do
projeto de lei que propõe proibir a entrada de autoridades de fora do país que
violarem os direitos estabelecidos pela 1ª Emenda da Constituição
norte-americana. Na prática, o texto poderia impedir que Moraes entre no país
por causa das decisões de bloqueio às plataformas norte-americanas X
(ex-Twitter) e Rumble.
Eduardo Bolsonaro demonstrou indignação com as denúncias. No X, disse que
Moraes o inseriu “absolutamente do nada” em ações que investigam os atos
extremistas do 8 de janeiro de 2023. Afirmou que o pedido para reter seu
passaporte “viola princípios constitucionais”, o que permitiria a anulação do
processo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Eduardo, também se manifestou sobre
o pedido de Moraes. Em publicação no X, classificou a investigação como
“perseguição implacável”.
Poder360
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