Elon Musk, CEO da Space X, da Tesla e chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) dos Estados Unidos, declarou apoio à saída dos EUA da Otan e da ONU.
Em publicação no X, Musk concordou com um usuário que sugeriu que era “hora de deixar a OTAN e a ONU”, respondendo com “Eu concordo”.
A posição de Musk reflete a postura crítica de Trump em relação à Otan, além do apelo do presidente americano para que os países membros aumentem seus investimentos em defesa.
O comentário de Musk foi feito no mesmo dia em que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reuniu 14 líderes europeus e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, em Londres para discutir o futuro da defesa europeia e a necessidade de um acordo de paz e apoio à Ucrânia.
A alta representante europeia para a diplomacia e segurança, Kaja Kallas, também comentou que “o Ocidente precisa de um novo líder” após o bate-boca entre Trump e Zelensky.
Conselho de Direitos Humanos
Em 4 de fevereiro, Trump assinou uma ordem executiva para retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da Nações Unidas (CNDH) e oficializar a suspensão do financiamento à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês).
“Sempre senti que a ONU tem um potencial enorme, mas não o está concretizando no momento. Por muito tempo foi ineficaz. Há grandes esperanças, mas, para ser honesto, não está sendo bem administrada”, disse o republicano a jornalistas na Casa Branca.
A decisão de Trump ocorreu momentos antes do encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Washington.
Em comunicado, a Casa Branca afirmou que o Conselho de Direitos Humanos da ONU demonstrou um “preconceito consistente contra Israel” e permitiu que rivais, entre os quais o Irã, China e Cuba, usassem o grupo para autoproteção, mesmo diante de inúmeras violações e abusos dos direitos humanos.
Na sua primeira gestão, entre 2017 e 2021, Trump retirou os EUA do Conselho de Direitos Humanos.
0 Comentários