Lideranças da direita e aliados de Bolsonaro evitam manifestação contra o STF; ex-presidente está impedido de participar por decisão judicial

Bolsonaro (PL) aposta na reação das ruas pelo país para recuperar a força política abalada pela tornozeleira eletrônica e pelo tarifaço de Donald Trump. Mas a família do ex-presidente não estará em São Paulo. A avenida Paulista foi escolhida para ser o ápice das manifestações de domingo, que também não receberá o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O caso que mais chama atenção é o de Michelle. A ex-primeira-dama participa da manifestação no Pará. A informação foi confirmada por aliados, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o pastor Silas Malafaia, e já há vídeo no Instagram.
A decisão de Michelle foi questionada. Bolsonaro precisa demonstrar apoio popular, e a ex-primeira-dama tem apelo junto à militância. Na terça, ela dividiu o carro de som com o marido durante motociata em Brasília.
Governadores de perfil conservador e potenciais candidatos à Presidência em 2026 devem se ausentar da manifestação “Reaja Brasil”, marcada para domingo (3), contra o STF e em apoio a Bolsonaro. O evento foi convocado após medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes.
Entre os ausentes estão:
- Ronaldo Caiado (Goiás): alegou compromisso prévio e discordou do momento da manifestação, priorizando diálogo com os EUA por causa do recente “tarifaço”.
- Tarcísio de Freitas (São Paulo): passará por procedimento médico no dia do ato.
- Ratinho Jr. (Paraná): estará em agenda no interior do estado.
- Romeu Zema (Minas Gerais): também deve faltar, mas sem confirmação oficial.
Bolsonaro também não participará por estar impedido judicialmente de sair de casa nos fins de semana.
Sua esposa, Michelle Bolsonaro, representará o ex-presidente em Belém (PA), enquanto o senador Flávio Bolsonaro estará em Copacabana (RJ).