Dos 38 ministérios do governo Lula, o bloco que decidirá sobre o posicionamento eleitoral em 2026 comanda 10 pastas

O Centrão, formado por PP, PSD, Republicanos, MDB e União Brasil, discute nos bastidores qual posição adotará na eleição presidencial de 2026: apoiar formalmente um candidato ou liberar seus partidos para escolher entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Líderes do bloco pretendem se reunir em janeiro para tratar do tema, embora avaliem que a decisão dependerá do cenário político ao longo do próximo ano.
Há divergências internas entre as legendas. O MDB tende a apoiar a reeleição de Lula, enquanto no União Brasil há divisão entre apoiar um nome indicado por Jair Bolsonaro ou aguardar a evolução das pesquisas. Já no PP, comandado por Ciro Nogueira, a inclinação é liberar os filiados para decidir individualmente, refletindo o caráter pragmático do grupo.
O impasse ocorre em meio à reorganização das forças políticas, com Lula tentando ampliar sua base no Congresso e o bolsonarismo buscando manter influência na sucessão presidencial. Com forte peso no Legislativo e ocupando cerca de 11 ministérios no atual governo, o Centrão deve definir sua posição conforme a viabilidade eleitoral dos candidatos, a composição das chapas e o espaço político oferecido em um eventual governo a partir de 2027.
Por Armando Holanda