Libertação inclui venezuelanos e estrangeiros, como a ativista Rocío San Miguel, e é apresentada pelo governo como um gesto unilateral para consolidar a paz

O chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou que o país começará a liberar um “número significativo” de prisioneiros políticos, incluindo venezuelanos e estrangeiros, em um gesto que o governo classificou como uma forma de buscar a paz. A libertação começou ainda na tarde desta quinta feira, com a soltura de alguns espanhóis detidos há mais de um ano e da ativista Rocío San Miguel, conforme confirmado por fontes internacionais e governos estrangeiros.
Rodríguez não forneceu o número exato de pessoas a serem libertadas nem detalhou suas nacionalidades, mas ressaltou que se trata de uma ação unilateral do governo venezuelano em prol da convivência pacífica entre os cidadãos. O anúncio foi feito em meio à cobertura da imprensa local e reflete uma resposta às pressões internacionais sobre a situação dos presos políticos no país.
Após pressão internacional e negociações com os Estados Unidos, o governo venezuelano, sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, começou a soltar opositores, ativistas e estrangeiros mantidos presos, mas o ambiente interno segue volátil e marcado por insegurança, segundo Charleaux.