Promotor sul-coreano pede pena de morte para Yoon Suk Yeol por suposta insurreição, enquanto ex-presidente nega acusações e Coreia do Sul não executa condenações desde 1997

O promotor especial da Coreia do Sul solicitou nesta terça-feira (13/1) a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, acusado de planejar uma insurreição ao impor uma lei marcial em dezembro de 2024. Segundo o promotor, Yoon e seu ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, teriam criado um esquema para manter Yoon no poder, prejudicando a Assembleia Nacional e a Comissão Eleitoral, destruindo a ordem constitucional democrática liberal. O promotor destacou ainda que o ex-presidente não demonstrou arrependimento nem pediu desculpas ao povo sul-coreano.
Yoon, de 65 anos, negou as acusações e afirmou que a lei marcial, decretada em 3 de dezembro de 2024 e suspensa algumas horas depois, tinha o objetivo de proteger o país de “forças comunistas” em meio a disputas com a oposição parlamentar. Ele foi detido em janeiro de 2025 após tentativas frustradas de prisão, destituído do cargo pelo Tribunal Constitucional em abril do mesmo ano e voltou à prisão em junho devido ao risco de destruição de provas. O ex-presidente enfrenta atualmente oito processos judiciais relacionados à lei marcial e outros escândalos de seu mandato, e o tribunal deve decidir sobre o caso em fevereiro.
Historicamente, a Coreia do Sul não executa sentenças de morte desde 1997, embora a pena ainda esteja prevista na legislação. Em casos anteriores, como o dos ex-presidentes Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo, promotores solicitaram a pena de morte e prisão perpétua, mas ambos receberam perdão presidencial após cumprir cerca de dois anos de prisão. O atual governo, liderado pelo presidente Lee Jae Myung, afirmou que acredita que o Poder Judiciário decidirá de acordo com a lei e os princípios públicos, mantendo o devido processo legal. Por Deutsche Welle