Mortes atribuídas a agentes do ICE em Minneapolis impulsionam paralisações, protestos nacionais e apoio de artistas contra política migratória do governo Trump

Um movimento nacional de paralisação ganhou força nos Estados Unidos após a morte de civis em ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), com destaque para os protestos em Minnesota. Na semana passada, milhares de pessoas foram às ruas nas Twin Cities (Minneapolis e Saint Paul), onde centenas de comércios fecharam em repúdio à morte de Renee Good, cidadã americana de 37 anos, e de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos morto por agentes federais no dia seguinte a uma manifestação. Organizadores da campanha National Shutdown afirmam que há um sentimento generalizado de choque e indignação, citando também outros casos recentes envolvendo o ICE em cidades como Los Angeles e Chicago. Embora o governo Trump sustente que os agentes agiram em legítima defesa, vídeos divulgados pela campanha contradizem a versão oficial e indicam que as vítimas foram mortas durante protestos contra deportações em massa, o que desencadeou críticas de democratas e republicanos e protestos em várias regiões do país.
O chamado à paralisação partiu de um movimento descentralizado que defende a suspensão de trabalho, estudo e consumo como forma de pressionar o governo a rever as operações de imigração, contando com o apoio de organizações de direitos humanos, grupos estudantis, movimentos sociais e artistas como Pedro Pascal, Edward Norton e Jamie Lee Curtis. Enquanto o movimento cresce nas ruas e nas redes sociais, em Washington democratas e a Casa Branca fecharam um acordo temporário para evitar uma paralisação parcial do governo, garantindo por duas semanas o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) enquanto seguem as negociações sobre possíveis restrições às operações do ICE, medida que Trump afirmou contar com apoio bipartidário.