Exílio, sanções internacionais e perda de mandato expõem o custo político e jurídico das manobras do filho do ex-presidente Bolsonaro

As decisões do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), muitas vezes relegadas a segundo plano, começam a revelar consequências graves tanto para ele quanto para o país. Ao se autoexilar nos Estados Unidos e articular uma estratégia para convencer Donald Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, incluindo o governo Lula, Eduardo buscava evitar a prisão do pai, Jair Bolsonaro (PL). A manobra, no entanto, acumulou derrotas políticas e deixou prejuízos institucionais evidentes, ampliando o desgaste da família Bolsonaro no cenário nacional e internacional.
Mesmo com a intervenção norte-americana inicialmente alinhada aos seus interesses, a atuação diplomática do presidente Lula (PT) resultou na reversão das sanções, demonstrando que pressões externas não garantem impunidade. O desfecho foi duro: Jair Bolsonaro acabou preso, Eduardo perdeu o mandato de deputado federal e sua imagem política ficou profundamente abalada. O episódio também atingiu aliados do antigo governo, reforçando que ações movidas por interesses pessoais podem gerar efeitos duradouros e imprevisíveis.
Agora, o futuro de Eduardo Bolsonaro é marcado pela incerteza. A Polícia Federal determinou seu “retorno imediato” ao cargo de escrivão, função da qual estava afastado para exercer o mandato parlamentar, enquanto ele permanece em território norte-americano. Além disso, circula nos bastidores a possibilidade de Trump avaliar a inclusão de condenados pela Justiça brasileira em listas internacionais, o que poderia agravar ainda mais sua situação. Cassado em 18 de dezembro por faltas às sessões deliberativas da Câmara, o ex-deputado vê seu caminho político e jurídico cada vez mais estreito.
Por Claudemi Batista