Brasil fortalece posição política e comercial enquanto sanções contra Moraes e esposa são retiradas

O Brasil, segundo um ex-correspondente do New York Times, conseguiu neutralizar as ameaças de Donald Trump, com barreiras comerciais sendo gradualmente removidas, e a política interna mostrando-se resiliente: Lula saiu politicamente fortalecido, enquanto Bolsonaro perdeu relevância internacional. Ao mesmo tempo, Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, continuam a usufruir de sua fortuna, recentemente adquirindo uma casa em Brasília por R$ 12 milhões, e as sanções previstas pela Lei Magnitsky foram retiradas nesta sexta-feira(12), mantendo o casal financeiramente intacto.
Na política externa, Trump demonstrou afinidade com Lula na Assembleia-Geral da ONU, reconhecendo sua sobrevivência política e atendendo a reivindicações comerciais do Brasil, sem envolver-se na disputa com o STF. O episódio reforça a percepção americana de Lula como vencedor e Bolsonaro como perdedor, evidenciando que a relação com Trump não era um apoio confiável para os bolsonaristas. O desgaste americano pelo aumento da inflação também contribuiu para a suavização do tarifaço, deixando claro que a negociação beneficiou mais a imagem de Lula do que qualquer estratégia brasileira de confrontação direta. Nesse contexto, Bolsonaro acabou sendo, nas palavras do colunista, “outra mãe vendida por Trump” — uma expressão coloquial que indica alguém que foi abandonado ou traído por quem se supunha aliado ou confiável, sem sentido literal, mas que traduz bem a percepção de traição política. Por Claudemi Batista e Mario Sabino