Marcelo Freixo contesta voto de Luiz Fux e defende que plano de golpe configura organização criminosa e deve ser julgado pelo STF devido à gravidade do crime

O presidente da Embratur e ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) criticou o voto do ministro Luiz Fux no julgamento de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Freixo discordou da posição de Fux de que o plano golpista não configura organização criminosa, afirmando que “um golpe só é possível com uma organização”.
Freixo destacou que é a primeira vez na história do Brasil que uma tentativa de golpe chega ao banco dos réus e defendeu que o plano, mesmo sem sucesso, é criminoso e organizado. Também rebateu a tese de Fux de que o STF não teria competência para julgar o caso, argumentando que crimes dessa gravidade devem sim ser julgados pela Suprema Corte e não pela primeira instância. Ele concluiu dizendo que, apesar das divergências, o debate dentro do STF é um sinal de democracia em funcionamento. Por Petrônio Viana