Faltam menos de 9 meses para o pleito de 2026, com cenários políticos já se desenhando para o Senado e cargos estaduais

Apesar de liderar as pesquisas para o Senado, Marília Arraes (SD) parece não ter musculatura política suficiente para disputar a Casa Alta nas eleições do próximo ano. Segundo fontes de bastidores, a decisão faz parte de uma estratégia de João Campos (PSB) para fortalecer seu palanque e tentar atrair o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), pré-candidato ao Senado, em um cenário com “muito cacique para poucos índios”: quatro candidatos — Humberto Costa (PT), Silvio Costa Filho (Republicanos), Marília Arraes (SD) e Miguel Coelho (UB) — disputando apenas duas vagas. A intenção de Campos seria montar a chapa de forma que estivessem presentes candidatos estratégicos como Eduardo da Fonte e Humberto Costa, mas para isso seria necessário “rifar” alguém, já que Da Fonte atualmente integra o palanque da governadora Raquel Lyra(PSD).
O jogo político de Campos se mostra complexo, quase como uma delicada partida de xadrez. O prefeito pretende tirar Miguel Coelho, que mira o Senado, e atraí-lo para ser seu vice — reforçando a influência da família Coelho no sertão do Estado —, direcionar Silvio Costa Filho à Câmara Federal e, ao mesmo tempo, garantir acomodações para os aliados que aceitarem suas propostas, caso vença a eleição. A movimentação evidencia que a disputa vai muito além das candidaturas individuais: trata-se de negociação com caciques regionais, construção de alianças estratégicas e consolidação do palanque de Campos para 2026, equilibrando interesses e minimizando tensões. Faltam apenas 8 meses e 30 dias para as eleições, e os bastidores já fervem.
Por: Claudemi Batista