Governo israelense reage à decisão de Reino Unido, Canadá e Austrália, acusando o gesto de legitimar os ataques de 7 de outubro e fortalecer o grupo extremista; países reconhecedores exigem exclusão do Hamas e libertação de reféns

Neste domingo (21/9), o governo de Israel criticou duramente o reconhecimento da Palestina como Estado por alguns países, classificando a medida como “uma recompensa para o Hamas”. A declaração veio logo após o anúncio britânico e incluiu a acusação de que o grupo extremista é “encorajado” por aliados no Reino Unido.
Israel afirmou ainda que o reconhecimento é, segundo os próprios líderes do Hamas, um “fruto do massacre de 7 de outubro”, em referência aos ataques contra Israel naquele ano. O governo israelense alertou para o risco de a “ideologia jihadista ditar políticas internacionais”.
Além do Reino Unido, Canadá e Austrália também anunciaram o reconhecimento da Palestina como Estado, às vésperas da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. No entanto, os três países deixaram claro que o Hamas não deve ter qualquer papel político no futuro Estado palestino e cobraram a libertação imediata dos reféns israelenses ainda mantidos em Gaza.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o reconhecimento está condicionado a reformas na Autoridade Palestina e à exclusão total do Hamas. Ele mencionou que ações diplomáticas futuras dependerão do progresso dessas reformas.
Durante a Assembleia Geral, cerca de dez países devem formalizar o reconhecimento da Palestina, fortalecendo a pressão internacional por uma solução de dois Estados. Por Giovanna Pécora