Renúncia ocorre em meio a condenações no STF, disputa entre Câmara e Supremo e processo de extradição na Itália

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou sua renúncia ao mandato neste domingo (14), conforme comunicado oficial da Câmara dos Deputados. Com a saída, o suplente mais votado do Partido Liberal em São Paulo, Adilson Barroso, assumirá a vaga. Na carta de renúncia, Zambelli afirmou ser vítima de perseguição e declarou que sua consciência permanece tranquila.
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, a renúncia foi uma estratégia da defesa para evitar a cassação e ampliar as possibilidades jurídicas da ex-deputada, que está na Itália. A defesa também afirmou que a decisão contribui para reduzir a tensão institucional no país. Apesar disso, a renúncia não altera as condenações já impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que incluem a suspensão dos direitos políticos e a inelegibilidade.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto, além de outra condenação de 5 anos e 3 meses por perseguição armada em 2022. Embora o STF tenha determinado a perda automática do mandato, a Câmara havia rejeitado a cassação. Após fugir para a Itália, a ex-deputada foi presa nos arredores de Roma, e o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro ainda aguarda análise da Justiça italiana.