Moraes afirma que privilégios não transformam cumprimento de pena de Bolsonaro em “estadia hoteleira” e critica reclamações da família sobre detenção

Após uma série de reclamações da defesa e familiares, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (15/1) que a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília não se trata de uma “colônia de férias” ou “estadia hoteleira”. Na mesma decisão, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como Papudinha, destacando que, apesar das condições excepcionais e privilegiadas, o cumprimento da pena — de 27 anos e três meses por liderança de organização criminosa e tentativa de golpe de Estado — deve ser encarado como cumprimento de sentença. O ministro criticou a insistência dos filhos do ex-presidente em comparar a unidade a um “cativeiro”, questionando o tamanho das dependências, banho de sol, ar-condicionado, horário de visitas, a origem da comida fornecida pela PF e até a exigência de troca da televisão por uma smart TV para ter acesso ao YouTube, lembrando que Bolsonaro estava preso desde 22 de novembro de 2025, após violar a tornozeleira eletrônica usada na prisão domiciliar.
Por Junio Silva