Senador pediu aos Estados Unidos a classificação das facções como organizações terroristas, apesar de não ter se manifestado quando proposta semelhante foi rejeitada no Senado brasileiro

No fim de 2025, o Senado rejeitou uma emenda do projeto antifacção que classificava facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. Durante a votação, o senador Flávio Bolsonaro não participou presencialmente da sessão e não se manifestou sobre a proposta, apesar de depois apoiar publicamente essa classificação. A emenda, apresentada por Eduardo Girão, foi rejeitada em votação simbólica no Senado.
Meses depois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que incluirá PCC e CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. Durante viagem aos EUA, Flávio Bolsonaro pediu oficialmente ao governo americano essa classificação e comemorou a decisão nas redes sociais. Já o governo brasileiro se posicionou contra a medida, argumentando que ela poderia abrir espaço para sanções internacionais e até justificar ações militares estrangeiras em território nacional.
Durante o debate no Senado, o relator do projeto, Alessandro Vieira, afirmou que facções criminosas causam terror, mas não se enquadram tecnicamente como organizações terroristas segundo definições jurídicas internacionais. Outros senadores, como Carlos Portinho e Jorge Seif, defenderam a emenda dizendo que facções usam violência e medo para controlar a sociedade. Apesar da rejeição da proposta, o projeto antifacção foi aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem vetos.