Movimentações no governo municipal são interpretadas como sinal de afastamento definitivo entre Diogo Lima e Eugênio Filho

A política de Barra de Guabiraba ganhou novos contornos após o rompimento entre o prefeito Diogo Lima (PSD) e o vice-prefeito Eugênio Filho (MDB). A crise veio à tona na última sexta-feira (31), quando, segundo informações de bastidores, o prefeito exonerou o secretário de Agricultura, Almir Rogério, indicado pelo vice, além de promover a demissão de cerca de 30 servidores ligados ao grupo político de Eugênio. Até o momento, nem o prefeito nem o vice se pronunciaram oficialmente sobre as supostas exonerações. Nos bastidores, a movimentação é interpretada como o rompimento definitivo entre os dois líderes, que já vinham se estranhando nos últimos meses. Também circulam informações de que um vereador alinhado ao vice poderá deixar a base governista nos próximos dias em retaliação.
Segundo relatos de aliados e interlocutores da política local, o desgaste entre prefeito e vice vem sendo provocado pela disputa em torno da sucessão municipal de 2028. Eugênio Filho era apontado como o nome natural do grupo para suceder Diogo Lima, que, de acordo com essas fontes, o gestor teria palavreado apoio ao vice ainda durante as eleições de 2024. Nos últimos meses, porém, o prefeito passou a demonstrar preferência pelo nome de sua prima, a atual secretária de Administração, Manuela Lima, para disputar a Prefeitura. Até então, Eugênio mantinha uma postura discreta, participando normalmente das agendas da gestão, sem fazer críticas públicas à administração. A sinalização do prefeito em torno de Manuela provocou forte repercussão nos bastidores políticos e coincidiu com o crescimento de Eugênio junto ao eleitorado do município e com a resistência de parte dos servidores ao nome de Manuela Lima. Uma fonte ouvida pelo blog do Claudemi Batista afirma que as supostas demissões tiveram como objetivo de enviar um recado claro ao restante dos comissionados. Diante desse cenário, o vice passou a ser visto nos bastidores como fora do projeto político do grupo governista para a sucessão municipal.
Por Claudemi Batista