Advogado atuou na defesa do presidente durante a Lava Jato e mantinha relação próxima desde o período em que Lula esteve preso

O presidente Lula exonerou o advogado Luis Henrique Pichini Santos do cargo de assessor especial do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal da Presidência da República, decisão publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (4/2). Pichini ganhou projeção nacional por integrar a equipe de defesa de Lula nos processos da Operação Lava-Jato, atuando entre 2015 e 2019 no escritório Teixeira Martins & Advogados, comandado por Cristiano Zanin, atual ministro do STF indicado por Lula. Especialista em direito penal e segurança pública, o advogado participou de audiências envolvendo o presidente na 13ª Vara Federal de Curitiba e também se destacou pelo engajamento político, compartilhando nas redes sociais visitas a Lula durante o período em que esteve preso e críticas ao ex-juiz e senador Sergio Moro.
Procurado, Pichini afirmou que a exoneração ocorreu em razão de ter aceitado convite para assessorar o secretário nacional de Justiça, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, classificando a saída do Palácio do Planalto como um “ato administrativo necessário e natural”. Além de sua atuação como assessor, ele foi um dos advogados que assinaram a ação popular que tornou Moro réu na Justiça do Distrito Federal, processo que pede ressarcimento por supostos prejuízos da Lava Jato à economia e à Petrobras. Aos 34 anos, Pichini recebia R$ 17,3 mil mensais pelo cargo exercido na Presidência.
Por Lucas Gayoso