Para Gonet, ex-presidente usou a máquina pública e fomentou clima golpista após derrota nas urnas

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta segunda-feira (14) a condenação do ex-presidente Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Em alegações finais enviadas ao STF, Gonet afirmou que Bolsonaro liderou uma articulação sistemática, durante e após seu mandato, para desestabilizar o Estado Democrático de Direito e fomentar a ruptura institucional.
Segundo o PGR, o ex-presidente usou a máquina pública para radicalizar apoiadores e disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral. Ele também teria integrado e comandado uma organização criminosa com apoio de militares e ex-ministros, com o objetivo de impedir a alternância de poder após as eleições de 2022. Além de Bolsonaro, outros nomes como Mauro Cid, Braga Netto, Anderson Torres e Augusto Heleno também são réus. O STF espera julgar o caso até setembro, após todos os acusados apresentarem suas alegações finais.