Divergências econômicas entre PSDB e Ciro Gomes surgem como obstáculo para candidatura em 2026

Caciques do PSDB já projetam, nos bastidores, uma primeira dificuldade caso o ex-governador cearense Ciro Gomes aceite o convite do partido para disputar a Presidência da República em 2026. O principal entrave estaria na elaboração do plano econômico da campanha, já que tucanos avaliam que os economistas ligados ao partido, muitos da chamada Casa das Garças, têm visões diferentes das defendidas por Ciro.
Nesse cenário, integrantes do PSDB consideram que será necessária uma adaptação no programa, diante das divergências. Ciro, que se define como nacional-desenvolvimentista, se posiciona contra privatizações de empresas como a Petrobras, enquanto o partido tem adotado, nas últimas décadas, uma linha mais liberal na economia. Convidado a se candidatar, o ex-governador afirmou que irá avaliar a proposta e a viabilidade de seu nome em uma eventual disputa contra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente do PSDB, Aécio Neves, defendeu Ciro como uma alternativa competitiva.
“Acho que o PSDB tem uma obrigação para com o país de colocar uma alternativa nesse quadro tão pobre que está aí. E a pergunta que eu faço todos os dias é: será que você se sente representado pelo que representa o lulopetismo ou o bolsonarismo? Acho que o Brasil é muito maior do que isso. E o Ciro, pela experiência que tem, pela qualidade intelectual, pela coragem de defender aquilo que acredita ser o melhor para o país, a meu ver, é a melhor alternativa que nós temos hoje”, disse. Por Gustavo Zucchi