Justiça também determinou a liberação do pai do menino até terça-feira (2/2); ambos estão detidos em Minnesota

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou neste sábado (31/1) a libertação do menino equatoriano de 5 anos, Liam Ramos, e de seu pai, Adrian Alexander Conejo Arias, até a próxima terça-feira (2/2). Ambos foram detidos por agentes do Serviço de Imigração (ICE) em Mineápolis, Minnesota, e levados a mais de 1,3 mil quilômetros de distância, até o Centro de Processamento de Imigração de Dilley, no Texas. Segundo autoridades locais, o menino teria sido usado como isca para atrair o pai, alvo das operações, e a decisão judicial, proferida pelo juiz Fred Biery, criticou duramente as ações do ICE, chamando-as de “pérfida busca por poder ilimitado”. A detenção ganhou repercussão internacional após a divulgação de uma foto do menino durante a prisão, em meio a um recrudescimento das políticas anti-imigração do governo de Donald Trump.
O caso gerou reações políticas e diplomáticas: o governador de Minnesota, Tim Walz, do partido Democrata, criticou a operação, e o Ministério das Relações Exteriores do Equador cobrou explicações oficiais dos EUA. Por sua vez, o ICE alegou que Liam teria sido temporariamente acompanhado por um agente enquanto o pai era detido, defendendo que a criança não foi presa, apenas detida, argumento apoiado pelo vice-presidente JD Vance. A tensão em Minnesota se intensificou após a morte da cidadã Renee Good, assassinada por um agente do ICE em Mineápolis no início de janeiro, e o caso de Liam reforçou o debate sobre o tratamento de imigrantes e menores nas operações do governo federal.
Por Letícia Pille