Conselho Tutelar é alvo de apuração por possível negligência, prevaricação e abuso de autoridade após menino de 2 anos ser devolvido à mãe presa por maus-tratos e estupro

A Polícia Civil de Cerquilho, no interior de São Paulo, instaurou uma investigação para apurar possível prevaricação, negligência e abuso de autoridade por parte de conselheiras tutelares no caso do menino de 2 anos que defecou duas camisinhas no banheiro de uma creche da cidade. A mãe da criança segue em prisão domiciliar, suspeita de maus-tratos, estupro e desacato. Outros dois filhos dela, de 4 e 8 anos, foram resgatados e acolhidos. A polícia busca esclarecer por que o Conselho Tutelar não acionou imediatamente as autoridades policiais após a descoberta do caso e por qual motivo as conselheiras autorizaram que a criança retornasse para casa com a mãe, mesmo diante da gravidade da situação.
Segundo as investigações, as conselheiras compareceram à creche, registraram as evidências, mas teriam orientado funcionários da unidade a descartarem o material, o que contraria protocolos investigativos. Funcionários, no entanto, preservaram a cena, permitindo a coleta das provas e a prisão em flagrante da mãe. A polícia também questiona a decisão das conselheiras de impedirem que a professora e a diretora acompanhassem o menino no atendimento médico. Após a consulta, a criança foi entregue novamente à mãe, que, conforme os investigadores, aparentava estar emocionalmente descontrolada.
Entenda o caso
A mãe, de 26 anos, foi presa em flagrante após o filho dela, de 2 anos, apresentar dificuldades para evacuar e defecar preservativos no banheiro de uma creche em Cerquilho, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, a mulher estava “totalmente transtornada”, com comportamento agressivo e sinais de automutilação no momento da prisão. A situação foi denunciada pela diretora da unidade escolar, que acionou as forças de segurança para investigar o caso e resgatar a criança. A Polícia Civil apura se o menino foi vítima de estupro ou se ingeriu os preservativos por negligência dentro de casa. Os outros dois filhos da mulher, de 4 e 8 anos, também foram resgatados e encaminhados para um abrigo.
Por Marcus Pontes Guilherme Bianchi