Defesa do senador afirma que ele estava sob efeito de medicação durante exame em hospital de Brasília; técnica em enfermagem denunciou agressão e ofensas

O advogado da técnica em enfermagem que acusa o senador Magno Malta(PL) de agressão afirmou que a conduta do parlamentar foi “desarrazoada” e incompatível com a postura esperada de um representante público. Segundo Newton Carlos Viana, mesmo que o senador estivesse nervoso ou sob efeito de medicação, isso não justificaria a reação. O advogado destacou ainda que casos de agressão contra profissionais da enfermagem são frequentes, mas ganharam maior repercussão devido ao cargo ocupado por Malta. O advogado citou ainda que o senador registrou um boletim de ocorrência contra a profissional do Hospital DF Star, em Brasília, e sugeriu que poderia tê-la atingido sem querer.
De acordo com o depoimento da técnica à Polícia Civil do Distrito Federal, ela teria sido atingida com um tapa no rosto após um extravasamento de contraste durante um exame realizado no Hospital DF Star, em Brasília. A profissional relatou ainda ter sido chamada de “imunda” e “incompetente” pelo senador. Uma testemunha ouvida pela investigação confirmou que ouviu o parlamentar repetir ofensas contra a técnica e demonstrar comportamento agitado durante o procedimento. O hospital informou que abriu uma apuração administrativa sobre o caso, enquanto a funcionária permanece afastada por orientação médica.
Nas redes sociais, Magno Malta negou as acusações e afirmou que “nunca encostou a mão em ninguém”. Em nota divulgada pela defesa, os advogados alegaram que o senador estava sob forte medicação, com a cognição comprometida, e que qualquer reação ocorreu em razão do sofrimento físico causado pelo procedimento, sem intenção de agredir a profissional.